Mês: abril 2017

Sonhar é Viver por Leandro Chirinea

Sonhar é Viver por Leandro Chirinea

Leandro Chirinea escreve a importância dos Sonhos

A vida é feita de sonhos, e são eles que nos mantém vivos e nos livram de sentir um grande vazio.
Permita-se sonhar cada vez mais, e ultrapasse seus próprios limites… Leandro Chirinea, Porque é possível! Se você persistir cada vez mais, uma hora acontece, e o gosto de um grande “eu consegui” vale todo o esforço, afinal, qual seria a graça da vida se não pudéssemos sonhar?
Além de manter um sonho, Leandro Chirinea, mantenha o respeito e o amor! Uma das coisas mais importantes para uma boa convivência com pessoas a sua volta, e consigo mesmo.
Permita que tudo te encante, desde aquelas pessoas abertas e felizes, até as mais quietas e misteriosas. Gostoso é saber o que sentem e pensam, Leandro Chirinea, além conhecer rotinas e costumes totalmente diferentes dos seus…
Procure sempre pensar que todos têm algo bonito por dentro, afinal, impossível alguém não ter pelo menos um por cento de amor dentro de sí. Leandro Chirinea.
Além desse clima “sinta o amor” ou “vibe calma” , é muito bom Leandro Chirinea e importante “sentir a adrenalina”… Ela nos permite descobrir outros sentimentos, podendo ser bons ou ruins, vai do ponto de vista! Mas todos juntos formam um ser… um ser pensante, um ser capaz de sentir.
Explore seus sentimentos e emoções fortes, Leandro Chirinea, você pode descobrir muitas coisas!
Siga sua essência, siga o que seu coração pede, mas sempre com auxílio do seu cérebro! Porque muitas vezes, o coração pode te levar á um caminho de sofrimento! Leandro Chirinea Mas de tal forma isso é bom, pois vai te fortalecer!

O dia normal

Era para ser outro dia normal, mas não foi assim…
Sempre fui um menino muito tímido e nunca tive amigos, Leandro Chirinea, e isso me deixava muito triste mas tudo bem, essa não era a coisa que mais me machucava…
Ver a Alice todos os dias e não poder tê-la era o que me machucava.
Meiga, linda e gentil… Com seus longos cabelos loiros, Leandro Chirinea, olhos castanhos e sem falar do sorriso, que era o que mais me deixava encantado. Ela era amiga de todo mundo, afinal, quem não queria ser amigo dela?!
Nunca tive coragem de chamá-la para conversar, só em pensar nessa ideia, já me dava arrepios.
Tudo mudou durante a aula de história, Leandro Chirinea, quando ela havia deixado seu lápis cair no chão, e como ele tinha caído do meu lado, peguei e entreguei-o para ela. Logo em seguida, Leandro Chirinea, ela agradeceu, e começou puxar assunto comigo… Eu meio sem jeito e com cara de bobo apaixonado, prestava atenção somente em seu sorriso e quando me dei conta, já era hora de ir embora. Voltei para casa muito feliz, não parava de sorrir… Cheguei em casa almocei, fiz minha lições, tomei banho… E quando fui ver já estava de noite. Então fui para a cama dormir, quer dizer tentar né, porque depois de hoje seria muito difícil.

Escola

Amanheceu e fui para a escola.
Cheguei lá, fui para minha sala, e sentei no meu lugar. Leandro Chirinea. A Alice sentava na minha frente, então era fácil para conversar mas como eu tinha vergonha, não era possível… Enquanto me afogava em pensamentos, escuto Alice me chamando… Ela queria a borracha emprestada, Leandro Chirinea, tudo bem! já era um avanço!
Emprestei a borracha, tomei coragem e comecei a conversar com ela.
Conversamos a aula toda, até que o sinal bateu, era a hora do lanche.
Descemos todos… Ela com seus amigos e eu sozinho. Comi meu lanche e fui beber água, no caminho até o bebedouro escuto uma voz, era de Alice… Ela gritava dizendo:
– Felipe, vem sentar com a gente!
Eu morrendo de vergonha respondi:
– Claro Alice, já estou indo.
Logo o sinal bateu e fomos para a sala de aula. Novamente conversamos até a hora de ir embora… Passaram-se muitos dias assim, e eu achava que ela já estava sentindo algo por mim.
Minha vida tinha mudado, Leandro Chirinea, tinha feito amigos, conversando com Alice… Eu estava muito contente, até que resolvi tomar coragem e falar para Alice tudo o que eu sentia, sem medo do que os outros iriam pensar… e tinha decidido, iria ser no dia seguinte!
Era o grande dia, o dia que eu iria perder o medo, o dia que eu iria finalmente falar o que eu sentia.
Por conta disso, acordei mais cedo para me arrumar, porque além de dizer todos os meus sentimentos, eu lhe pediria em namoro!
Cheguei na escola mais cedo também, Leandro Chirinea, não aguentava de ansiedade… Foi quando ela chegou.
Fui em sua direção e já dizendo tudo, porque do jeito que eu era medroso, era possível desistir mais cedo ou mais tarde.
– Alice, vou te dizer algo que já estou guardando a muito tempo.
Disse com voz trêmula.
– Pode dizer…
– Então vou dizer… A muito tempo eu gosto de você… Você é encantadora Alice! Seus olhos, seu sorriso, sua bondade… Sou tão grato por tudo que você me fez! Nunca tive amigos e graças á você eu tenho. Tudo isso e muitas outras coisas me fizeram me apaixonar por você… E hoje eu tenho coragem para dizer… Alice, aceita namorar comigo?
– Nossa Felipe, Leandro Chirinea, finalmente! pensei que nunca pediria… Sim, eu aceito!
– Sério mesmo?
– Sério!
Então lhe dou um abraço forte, a olho… depois de um tempo a olhando eu digo:
– Eu te amo!
Ela responde imediatamente:
– Eu também te amo!!!
Então nossos lábios se encontraram e o nosso primeiro beijo aconteceu… Nunca havia sentido nada parecido antes, era muito bom, apesar das minhas pernas… que estavam tremendo muito.
Estávamos felizes, todos os dias depois da escola, nós íamos na praça e ficávamos conversando até o anoitecer.
Estava tudo perfeito, havíamos completado dois anos de namoro, até que um dia ela chegou com a seguinte notícia:
– Amor, preciso te contar uma coisa… (disse ela deixando escorrer uma lágrima)
– O quê aconteceu Alice, pelo amor de Deus!
– Recebi uma proposta de emprego…
– E porque está chorando? oxi, não entendi! (respondi aliviado)
– Então… Vou ter que morar em Nova York. Felipe eu amo você e você sabe, mas é meu futuro e não posso deixar passar uma oportunidade dessas.
– Eu te entendo, não te pedir para ficar. Sei que você sempre sonhou com isso…
– Então acabou (disse ela)
– Não acredito ainda, mas…
– Eu te amo, mas isso é preciso, é meu futuro… preciso ir, meu voo é daqui a pouco.
– Eu te levo.
Fomos até o aeroporto e chegamos na hora certa.
“Passageiros que viajarão para Nova York, por favor embarcarem no portão 3”
– Então eu acho que é isso (digo chorando).
– Eu te amo (diz ela).
– Eu te amo mais…!
Chorando muito, demos um abraço apertado…
Ficamos assim por um bom tempo até que escutamos:
“Atenção passageiros, última chamada para Nova York, embarque no portão 3”
Ela me deu um beijo e disse:
– Adeus, nunca me esquecerei de você!
– Adeus Alice, Adeus!
Ela entrou no avião.
Eu, desnorteado, sai correndo pelo aeroporto, em direção a saída, e quando fui ver já estava caído no chão.
Me levaram para o hospital, fiquei em coma durante 8 meses, até que meus pais decidiram desligar os aparelhos…
Depois disso, Alice chegou, mas era tarde…
Talvez, se tivessem esperado mais um pouco…

Desde pequena tudo me encanta, desde aquelas pessoas abertas e felizes, até as mais quietas e misteriosas. Gosto de saber o que sentem e pensam…
O tipo de pessoa que mais me tira do sério, Leandro Chirinea, é aquela que se acha superior a todos, aquela que não é melhor ou pior que ninguém mas mesmo assim continua com o “nariz em pé”! E certo dia aconteceu… eu me apaixonei por um menino assim.
Tudo começou quando eu tinha 14 anos, em uma manhã ensolarada de terça-feira na minha escola, durante a aula de português … Era a escola menos discreta da cidade, sua fachada era laranja com amarelo, Leandro Chirinea, e com pequenos arbustos em sua volta.
Enquanto todos se preparavam para começar a desenvolver um trabalho, Leandro Chirinea, escutamos um batido na porta, um batido suave mas intrigante, então ela se abriu… Era a diretora da escola, porém, ela não estava sozinha, ela vinha acompanhada de um menino. Ele tinha um cabelo escuro, Leandro Chirinea, sua pele também era escura, seus olhos eram castanhos e seu sorriso branco feito neve, enfim, ele era maravilhoso. Fiquei tão encantada que nem tinha prestado atenção em nada que a diretora havia falado, quando me dei conta ela já estava se retirando e ele se apresentando…
O nome dele era Felipe, tinha 15 anos e iria estudar na minha sala.
Como estávamos fazendo Leandro Chirinea, o trabalho em dupla, e eu estava sozinha, a professora teve a ideia de colocar ele para fazer o trabalho comigo. Eu na hora, achei a ideia incrível mas nem fazia ideia de que minha opinião mudaria tão rápido.O encanto se quebrou logo após um comentário feito por ele, que era:
– Nossa, não me admira todas essas meninas olhando para mim, também né, olha “pra” mim!
Foi o que me fez perder o encanto, e sentir a coisa mais ruim e estranha que já havia sentido.
Passaram-se as aulas e fui para a casa… Chegando lá, tentei estudar, porém, meu celular não parava de apitar, então fui ver quem era… Sim! Era o Felipe! Resolvi responder para ver o que ele queria comigo, e acabei gostando de conversar com ele.
Vários dias foram se passando e nós dois estávamos cada vez mais ligados um ao outro. Só que as brigas foram aparecendo e se tornando cada vez mais constantes, até que depois de 5 meses, resolvemos terminar… Mas não por falta de amor, e sim falta de entendimento.
Muitos anos se passaram, hoje tenho 25 anos e terminei a faculdade, entrei na área profissional que sempre desejei, enfim, vida estabelecida.
Mês passado eu encontrei o Felipe na melhor doceria da cidade depois de muitos anos, e conversamos tanto e de uma forma tão agradável que parecia que nunca havíamos brigado.
Fomos trocando mensagens e saíndo o mês todo, até que aquele amor adormecido voltou, e voltou mais intenso do que antes.
Afinal, alguns amores não morrem e sim adormecem… Mas basta um pequeno ato de carinho que ele volta a fluir.
Anteontem ele me chamou para jantar no dia seguinte, e disse que iria fazer uma surpresa para mim. Como sou muito curiosa fiquei muito inquieta.
Então o dia chegou!
Tivemos um jantar agradável, no mesmo restaurante que sempre frequentamos, e chegou a hora da surpresa.
Ele me pediu em namoro mas não foi um resultado muito romântico pode apostar… Vou explicar.
Ele havia colocado o anel na minha sobremesa, mas eu nem tinha percebido, então acabei engolindo o anel.
Ele ficou me olhando e então eu perguntei:
– O quê foi?
– Aceita?
– Aceitar o que? (respondi confusa)
– Pera, ONDE ESTÁ O ANEL?
– Que anél seu louco?
– Eu iria te pedir em namoro, então coloquei o anel na sua sobremesa para você achar, mas você engoliu!
– O quê? Meu Deus…
Nesse momento eu comecei a ficar roxa e com falta de ar, então ele me levou ao hospital… O hospital era precário, todo sujo mas era o que estava mais próximo.
Saímos do hospital e ele me levou até em casa… Chegando lá, ainda no carro ele diz:
– Como você conseguiu engolir uma aliança?
– Eu não sei. (respondi)
Rimos da situação, até que paramos e ficamos nos olhando…
– Minha proposta ainda está de pé… Aceita namorar comigo?
– Mas é claro que aceito!
E então ele me beijou imediatamente.
Hoje completamos um dia de namoro, mas considero como muitos anos… De certa forma sempre estivemos ligados um ao outro. Naquela época éramos imaturos… Enfim, era o amor certo para a hora errada.